21 Copas do Mundo destiladas em histórias que você provavelmente nunca ouviu — contadas pelos próprios dados.
De Montevidéu 1930 a Moscou 2018: cada carta abaixo é uma Copa. As com borda dourada são as em que o anfitrião levantou a taça em casa — aconteceu vezes, mas nunca depois de 1998.
Em 1954, cada partida tinha em média 5,38 gols. O futebol então descobriu a tática, a marcação e o medo de perder: em 1990 a média despencou para 2,21 — e nunca mais voltou a passar de 3.
Dos 900 jogos da história, o placar mais comum é o sofrido 1–0 — e um em cada cinco jogos termina com um time sem marcar e o outro com um gol só. Quanto mais claro o quadrado, mais vezes o placar aconteceu.
Todas as partidas decididas por seis gols ou mais de diferença. Repare no padrão: quase todas aconteceram até 1982, quando o abismo entre gigantes e estreantes era um oceano.
Confrontos que a Copa insiste em repetir. O mais frequente — Brasil × Suécia, 7 jogos — é também o mais desequilibrado: a Suécia nunca venceu.
A disputa de pênaltis só estreou na Copa de 1982. Desde então virou personagem fixo do mata-mata — 1990, 2006, 2014 e 2018 tiveram quatro decisões cada.
Dos 7.907 jogadores que já foram convocados para uma Copa, o clube dos que disputaram cinco tem só sócios. E dois terços dos jogadores nunca passam da primeira.
Um viés invisível decide quem chega à Copa antes mesmo da primeira peneira: nas categorias de base, os nascidos no começo do ano são os maiores da turma — e são mais escolhidos. Resultado: janeiro produziu 32% mais jogadores de Copa que junho. É o famoso efeito da idade relativa.
Entre 7.829 datas de nascimento conhecidas, praticamente todo dia do calendário tem um jogador de Copa. Escolha o seu:
Bola de Ouro, Chuteira de Ouro, Luva de Ouro e Melhor Jovem — todos os premiados da história. Só jogadores foram premiados mais de uma vez; Ronaldo e Thomas Müller lideram, com 4 prêmios cada.
Em 1930, a Copa era um clube de europeus e sul-americanos com um punhado de convidados. O torneio triplicou de tamanho — de 13 para 32 seleções — e África e Ásia deixaram de ser figurantes.